terça-feira, fevereiro 08, 2011

Mudanças Magneticas nos Polos causam supertempestades

Por Terrence Aym Salem

Terrence Aym Salem-News.com
4.02.2011 – 00h50
Traduzido por David Marinho

Supertempestades também podem causar o colapso de certas sociedades, culturas ou países inteiros. Outros podem entrar em guerra entre si.



(CHICAGO) – A NASA tem avisado sobre isso... Documentos científicos tem sido escritos sobre isso... Geólogos tem encontrado vestígios disso em sedimentos rochosos e amostras subterrâneas de gelo...

Agora “isso” está aqui: uma mudança de polos magnéticos irreversível que se acelerou e está causando estragos no clima mundial capazes de ameaçar a vida.
Esqueça o aquecimento global – seja causado pelo homem ou natural –, o que determina os padrões meteorológicos do planeta é o clima, e o que determina o clima é a magnetosfera solar e sua interação com o próprio campo magnético de um planeta.
Quando o campo muda, quando apresenta flutuações, quando sai de controle e começa a se tornar instável, qualquer coisa pode acontecer. E o que geralmente acontece é que as portas do inferno se abrem!
Mudanças magnéticas nos polos têm acontecido por muitas vezes na história da Terra. Estão acontecendo novamente, neste momento, em todos os planetas do sistema solar, incluindo a Terra.
O campo magnético leva o clima a uma determinada condição e quando o campo começa a migrar, supertempestades começam a irromper.
As supertempestades chegaram


A primeira evidência que temos de que o perigoso ciclo de supertempestades se iniciou é a série de devastadoras tempestades que atingiram o Reino Unido no final de 2010.
Por pouco as ilhas britânicas resistiram, e tempestades monstruosas começaram a assolar a América do Norte. A mais recente supertempestade – à época da escrita deste texto – é um monstro sobre os EUA que se estendeu por 3.200 km, afetando mais de 150 milhões de pessoas.
Ainda que essa tempestade tenha espalhado a devastação pelos Estados do Oeste, Sul, Meio-oeste e Nordeste, outra supertempestade irrompem no Pacífico e atingiu a Austrália.
O continente já lidou com o desastre da supertempestade histórica, que trouxe inundações causadas por chuvas que precipitaram dezenas de centímetros em questão de horas. Dezenas de milhares de lares foram danificados ou destruídos. Após o dilúvio, tubarões-tigre foram avistados nadando entre as casas do que antes era uma calma vizinhança suburbana.
As autoridades, chocadas e impotentes, cogitam que tal quantidade de água pode nunca mais se dissipar e lutam para se conformar com a possibilidade de que a região agora possui um novo território marítimo.
E então apenas algumas semanas depois, uma outra supertempestade – o ciclone megamonstruoso Yasi – atacou o nordeste da Austrália. O dano que deixou para trás está sendo chamado de “zona de guerra” pela equipe de resgate.
A incrível supertempestade trouxe ventos próximos aos 300 km/h. Embora classificado como um ciclone de categoria 5, teoricamente foi de categoria 6. A razão para isso é que tempestades com ventos de 250 km/h são considerados de categoria 5, e o Yasi foi quase 22% mais forte que isso.


Cama-de-gato

Apesar de tudo, o Yasi pode ser apenas um prenúncio de futuras supertempestades. Alguns meteorologistas, monitorando as rápidas mudanças do campo magnético, estão prevendo supertempestades com ventos de 500 a 650 km/h.
Tais tempestades destruiriam completamente tudo que vissem pela frente.



A possibilidade de novas tempestades como Yasi ou piores assolarem nossa civilização e recursos naturais se dá pela complicada relação eletromagnética entre o sol e a Terra. O cabo-de-guerra sinérgico foi comparado por alguns a uma intrincada cama-de-gato (NT: brincadeira infantil onde se enrosca um barbante nas mãos, como nessa imagem), em constante estado de descontrole.
A magnetosfera elétrica do sol, que está sempre se alterando, interage com o campo magnético da Terra, afetando, em certo grau, a rotação e o balanço do planeta, a dinâmica do núcleo, os oceanos e – acima de tudo – o clima.
Rachaduras no escudo magnético da Terra


O polo magnético norte da Terra se movia em direção à Rússia a uma taxa de 8 quilômetros por ano. Este avanço na direção Leste tem acontecido por décadas.
Subitamente, na última década essa taxa aumentou. Agora o polo magnético está avançando 64 quilômetros anualmente, um aumento de 800%. E continua acelerando.


Recentemente, observando a flutuação do campo magnético, a NASA descobriu “rachaduras” nele. Isto é preocupante, pois afeta significativamente a ionosfera, os padrões de vento da troposfera e a umidade atmosférica. Todos os três afetam o clima.
Pior, o que protege o planeta da radiação cancerígena é o campo magnético. Ele age como um escudo refletindo os nocivos raios ultravioleta, raios-X e outras radiações perigosas, impedindo que inundem a superfície da Terra. Com o enfraquecimento do campo e aparição de rachaduras, a taxa de mortalidade do câncer poderia disparar e as mutações no DNA se tornariam extremas.
Uma outra agência federal, a NOAA (NT: Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), divulgou um relatório que causou uma rajada de pânico ao prever que supertempestades poderiam varrer a maior parte da Califórnia no futuro. Os cientistas da NOAA disseram que este é um cenário plausível e corresponderia a um “rio atmosférico”, transportando água equivalente a 50 rios Mississipi para o Golfo do México.
O campo magnético poderá enfraquecer, inverter e desparecer
A revista britânica The Economist escreveu um artigo detalhado sobre o campo magnético e o que acontecerá com ele. Dizia o artigo:
“Existem, no entanto, evidências crescentes de que o campo magnético terrestre está prestes a desaparecer, ao menos por um tempo. O registro geológico mostra que ele inverte de tempos em tempos, quando o polo sul se torna o norte e vice-versa. Em média, tais inversões acontecem a cada 500 mil anos, mas não há um padrão discernível. Inversões já ocorreram em intervalos de 50 mil anos, ao passo em que a última ocorreu há 780 mil anos. Porém, conforme discutido no Simpósio de Ciência Espacial da Groelândia, sediado em Kangerlussuaq nesta semana, os sinais indicam que outra inversão ocorrerá em breve.”

Discutindo a mudança magnética dos polos e o impacto no clima, o artigo científico “O clima e o compo magnético terrestre” foi publicado no periódico Nature. Os cientistas também estão muito preocupados com o crescente perigo de supertempestades e o impacto na humanidade.
 As supertempestades não apenas prejudicarão a agricultura por todo o planeta, levando à escassez e à fome, como também modificarão as linhas costeiras, detruirão cidades e deixarão dezenas de milhões desabrigados.
Supertempestades também podem causar o colapso de certas sociedades, culturas ou países inteiros. Outros podem entrar em guerra entre si.
Um estudo dinamarquês publicado no periódico científico Geology, apontou forte correlação entre mudanças climáticas, padrões meteorológicos e o campo magnético.
O clima da Terra tem sido significativamente afetado pelo campo magnético do planeta, de acordo com o estudo publicado nessa segunda-feira, o que poderia desafiar a noção de que as emissões humanas são responsáveis pelo aquecimento global.
“Nossos resultados mostram uma forte correlação entre a força do campo magnético terrestre e a intensidade de precipitação nos trópicos”,  um dos geofísicos dinamarqueses por trás do estudo, Mads Faurschou Knudsen, do departamento de geologia da Universidade de Aarhus, oeste da Dinamarca, contou ao jornal Videnskab.
Ele e seu parceiro, Peter Riisager, do Levantamento Geológico da Dinamarca e Groelândia (GEUS), compararam uma reconstituição do campo magnético pré-histórico de 5 mil anos atrás baseados em dados obtidos em estalagmites e estalactites na China e Omã.
Segundo o periódico a intensidade magnética das tempestades solares com impacto sobre a Terra pode intensificar os efeitos da mudança polar, além de aumentar a frequência das supertempestades emergentes.
Reversão dos polos também pode estar iniciando uma nova Era Glacial.
De acordo com alguns geólogos e cientistas, acabamos de sair do período interglacial mais recente. Esses períodos são espaços de tempo – cerca de 11.500 anos – entre as grande Eras Glaciais.
Um dos mais impressionantes sinais da Era Glacial que se aproxima é o que aconteceu com o balanço do eixo da Terra.


O balanço da Terra parou.

Conforme explicado no site sobre geologia e ciência espacial earthchangesmedia.com, “O balanço foi descoberto em 1981 por Seth Carlo Chandler, um astrônomo americano.”.
“O efeito faz com que os polos da Terra se movam um círculo de irregular de 3 a 15 metros de diâmetro numa oscilação. O balanço da Terra tem um ciclo de 7 anos que produz dois extremos, um círculo espiral pequeno e um círculo espiral grande, afastados 3,5 anos entre si.”
“Em outubro de 2005 a Terra estava entrando no círculo pequeno (a fase mínima do balanço), que deveria ter se desenvolvido lentamente durante 2006 e os primeiros meses de 2007 (cada círculo dura cerca de 14 meses). Mas de repente, no início de novembro de 2005, a localização do eixo de rotação desviou em um ângulo bastante agudo para seu movimento circular.
“O trajeto do eixo de rotação começou a desacelerar e em aproximadamente 8 de janeiro de 2006 cessou praticamente todo o movimento relativo nas coordenadas x e y, que são utilizadas para definir a mudança diária de localização do eixo de rotação.”
E a Terra parou de balançar – exatamente o previsto como mais um sinal de uma iminente Era Glacial.
Portanto, o inicia de uma nova Era Glacial é marcada por uma reversão dos polos magnéticos, atividade vulcânica intensificada, terremotos maiores e mais frequentes, tsunamis, invernos mais frios, supertempestades e o fim do balanço do eixo da Terra.
Infelizmente, todas essas condições estão se reunindo.

Aprenda mais sobre este autor, Terrence Aym.

http://www.salem-news.com/articles/february042011/global-superstorm...
http://www.abundanthope.net/pages/

Traduzido por David Marinho
Indicado por Patrícia


Postado por MINHA MESTRIA

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