terça-feira, julho 05, 2011

Confiar e Receber


Está fazendo um ano que minha mãe morreu vítima de um câncer, depois de um período difícil, enfrentando uma morte anunciada. Todos nós da família acompanhamos e sofremos. Algo que não tinha como ser evitado, apenas aceito. Como acontece com muitas coisas na nossa vida que temos que aceitar. Simplesmente aceitar. E, assim, a vida segue sem tantas lutas, porque quando aceitamos algo difícil, aquilo deixa de ser tão complicado e começamos até a encontrar forças para lidar com as circunstâncias.
Como trabalho com a mediunidade, com Terapia de Vidas Passadas, claro que tenho total compreensão de quanto essa vida é passageira, com mil apelos transitórios assolando a mente todos os dias. Queremos controlar os resultados de nossas ações, queremos sucesso, amor e continuamente viver com ventos favoráveis às nossas vontades, mas a realidade não traz isso o tempo todo, ao contrário, quase sempre temos que aprender a lidar com frustrações e contrariedades, mas vamos enfrentando e, com sabedoria espiritual, vencemos cada etapa. Mas em alguns momentos bate a pergunta:
Para que tudo isso? Para que tanta luta, tantos desafios?
É inevitável sentir a solidão. Às vezes, inclusive estamos acompanhados, e pensamos estar solitários. Principalmente, em momentos de profunda inquietação, sentimos a solidão muito forte. Parece que estamos soltos no mundo. E ainda que tenhamos fé, e acreditemos que Deus existe, que há um propósito maior para nossas vidas, a solidão pode bater à nossa porta e trazer abertas questões dolorosas que podem derrubar as certezas.
Se isso acontece conosco, adultos, conscientes, pessoas que já se trabalham a fé. Será que não acontece com as crianças?
Imagino que sim, e procuro observar o que acontece à minha volta para aprender com a mente aberta, e são esses momentos pessoais de profunda reflexão que compartilho com vocês amigos leitores.
Recentemente, numa festa, minha filha de nove anos, encontrou o primo e circulava com ele brincando de esconde-esconde, quando o garoto lhe deu um susto. Coisa de criança, mas que causa impacto. Na hora, nem percebi e tudo estava normal. Porém, em casa, na hora de dormir, quando rezamos juntas ela me disse:
Sabe, mamãe, o João me deu um grande susto e na hora senti a vovó. Ela estava ali junto e me disse que era para eu ser uma boa menina, que o João era assim mesmo... Paola não soube se expressar melhor em palavras, mas ficou claro que ela percebeu a presença da minha mãe que sempre cuidava das crianças.
O fato não aconteceu numa sessão espírita, nem houve nenhum anúncio de mensagem ou incorporação. Foi um sentimento, uma presença protetora, que sem reservas a criança acatou. E, nós, por que não acatamos de verdade o que sentimos quando fazemos uma oração ou uma meditação profunda? Por que simplesmente não aplicamos em nossa vida aquilo que recebemos como mensagem? Por que precisamos de tantas provas para mudar uma conduta e acreditar mais no bem?
É fato que somos protegidos, somos amados e amparados, mas nossas couraças racionais impedem o conforto dos suaves abraços espirituais. Acreditando que precisamos de novo voltar à infância para confiar e receber.
Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.
Venha participar do seu Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras, no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

 Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br



Fonte: http://www.stum.com.br/clube/c.asp?id=26276

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário. Obrigada.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...