segunda-feira, julho 04, 2011

A Deusa Lilith - A Lua Negra - Astrológico

Lilith é referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai81:455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. (Na Bíblia)
 

Lilith como serpente na fachada da Catedral de Notre-Dame de Paris (1.163d.C)

No primeiro capítulo do Gênesis versículo 27 está escrito que: "Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher." porém no segundo capítulo versículo 18: '"O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada." e é apenas no versículo 22 do segundo capítulo que Eva é criada: "E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem.".É possível que no primeiro capítulo a mulher criada seja Lilith.
Lilith pode ter sido retirada da Bíblia durante o Concílio de Trento, a interesse da Igreja Católica, para reforçar o papel das mulheres como devendo ser submissas, e não iguais, ao homem. Porém muitas pinturas e esculturas a retratam como a serpente que tentou Eva a comer o pomo do conhecimento.
Uma interpretação possível é de que ela seja a mulher que Caim encontrou depois de ser expulso e, portanto, tendo com ele seu primeiro filho, Enoque e fundando uma cidade de mesmo nome.
Nas bíblias atuais seu nome aparece uma única vez, em Isaías 34:14: "E as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilith pousará ali, e achará lugar de repouso para si." Nas traduções recentes da Bíblia a palavra Lilite é substituída por demônio ou bruxa do deserto. Fantasma, na Revista e Atualizada.



Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes a denominação screech owl, ou seja, como coruja, na famosa tradução inglesa da bíblia, na Versão da Bíblia do Rei James. Ali está escrito, em Isaías 34:14 que … the screech owl also shall rest there (a coruja também deve descansar lá). É preciso salientar, comparativamente, que em uma renomada versão em língua portuguesa da bíblia, traduzida por João Ferreira de Almeida, esta passagem relata que … os animais noturnos ali pousarão, não havendo menção da coruja, como é frequentemente, muito embora erroneamente, citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).

Alfabeto de Ben-Sira
Lady Lilith por Dante Gabriel Rossetti (1828-1882)

No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira mulher criada por Deus junto com Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, passando depois a ser descrita como um demônio.
De acordo a interpretação da criação humana no Gênesis feita no Alfabeto de Ben-Sira, entre 600 e 1000 d.C, Lilith foi criada por Deus com a mesma matéria prima de Adão, porém ela recusava-se a "ficar sempre por baixo durante as suas relações sexuais". Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal e a primeira feminista.
Segundo este manuscrito milenar, Ben Sira conta a história de Lilith para Nabucodonosor:
Depois que Deus criou Adão, que estava sozinho, Ele disse: 'Não é bom que o homem esteja só "(Gênesis 2:18). Ele então criou a mulher para Adão, da terra, como Ele havia criado o próprio Adão, e chamou-a de Lilith. Adão e Lilith imediatamente começaram a brigar. Quando reclamou de sua condição a Deus, ele retrucou: "Eu não vou me deitar abaixo de você, apenas por cima. Pois você está apta apenas para estar na posição inferior, enquanto eu sou um ser superior." Lilith respondeu: "Nós somos iguais um ao outro, considerando que ambos fomos criados a partir da terra". Mas eles não deram ouvidos um ao outro. Quando Lilith percebeu isso, ela pronunciou o Nome Inefável e voou para o ar. Adão permaneceu em oração diante do seu Criador: "Soberano do universo! A mulher que você me deu fugiu!". Ao mesmo tempo, o Senhor, bendito seja Ele, enviou três anjos para trazê-la de volta.

Os três anjos foram insistiram que ela voltasse e ameaçaram afogá-la, porém ela se recusou a voltar, sendo assim condenada por Deus a perder cem filhos por dia. Desde então, para proteger os recém-nascidos da influência de Lilith, seria necessário colocar amuletos com o nome dos 3 anjos (Snvi, Snsvi, and Smnglof), lembrando-a de sua promessa.
Eva teria então sido criada a partir de Adão. Como outra interpretação diz que ela(lilith) juntou-se aos anjos caídos quando se casou com Samael que tentou Eva ao passo que Lilith tentou a Adão os fazendo cometer adultério. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava sua segunda mulher. Ela então passou a perseguir os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém casados para se vingar. Outras histórias referem-se a ela como surgida das trevas ou como um demônio do mar e não como igual ao homem.
Infere-se pelos textos e por amuletos medievais que ela era uma superstição comum entre os camponeses. Deixar esculturas dos 3 anjos que a perseguiram para fora do Éden, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, protegeria os bebês recém-nascidos (uma proteção necessária por 8 dias para homens e 20 dias para mulheres) e impediria que seus maridos fossem seduzidos por Lilith a cometer adultério.


Mitologia Suméria: A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 A.C. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta de 700 A.C.
Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos assimilam ela a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas.



Mitologia Mesopotâmica: Ela é também associada a um demônio feminino da noite que originou na antiga Mesopotâmia. Era associada ao vento e, pensava-se, por isso, que ela era portadora de mal-estares, doenças e mesmo da morte. Porém algumas vezes ela se utilizaria da água como uma espécie de portal para o seu mundo. Também nas escrituras hebraicas (Talmud e Midrash) ela é referida como uma espécie de demônio.


Mitologia Hebraica: A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que vissem Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demônio. Assim surgiu as lendas vampíricas: Lilith tinha 100 filhos por dia, súcubus quando mulheres e íncubus quando homens, ou simplesmente lilims. Eles se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos, seriam os geradores das poluções noturnas. Mas uma vez possuído por uma súcubus, dificilmente um homem saía com vida.
Há certas particularidades interessantes nos ataques de Lilith, como o aperto esmagador sobre o peito, uma vingança por ter sido obrigada a ficar por baixo de Adão, e sua habilidade de cortar o pênis com sua vagina segundo os relatos católicos medievais. Ao mesmo tempo que ela representa a liberdade sexual feminina, também representa a castração masculina.
Pensa-se que o Relevo Burney (ver alusões à coruja na reprodução do Relêvo de Burney,), um relevo sumério, represente Lilith; muitos acreditam também que há uma relação entre Lilith e Inanna, deusa suméria da guerra e do prazer sexual.


 Mitologia grega: Algumas vezes Lilith é associada com a deusa grega Hécate, "A mulher escarlate", um demônio que guarda as portas do inferno montada em um enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa na cultura grega a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.
Era contemporâneaNos dois últimos séculos a imagem de Lilith começou a passar por uma notável transformação em certos círculos intelectuais seculares europeus, por exemplo, na literatura e nas artes, quando os românticos passaram a se ater mais a imagem sensual e sedutora de Lilith (ver a reprodução do quadro Lilith de John Collier, pintada em 1892), e aos seus atributos considerados impossíveis de serem obtidos, em um contraste radical à sua tradicional imagem demoníaca, noturna, devoradora de crianças, causadora pragas, depravação, homossexualidade e vampirismo (ver texto gnóstico na seção de links externos). Podendo ser citados também os nomes de Johann Wolfgang von Goethe, John Keats, Robert Browning, Dante Gabriel Rossetti, John Collier, etc…Lilith também é considerda um dos Arquidemônios símbolo da vaidade.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lilith
 
 
A Lilith (ou Lua Negra):  é um ponto astronômico correspondente ao grau do apogeu (1) da órbita lunar projetado na eclíptica zodiacal.


O MITO
O modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico-cristão baseia-se no de um fragmento do ‘primeiro ego’, que seria Adão. Vários textos históricos (2), no entanto, citam uma variante, a criação de Lilith, a primeira mulher, feita em igualdade de condições com o primeiro homem, e expulsa do Paraíso por tentar fazer valer essa igualdade.
Não se sabe com certeza de que forma a lenda de Lilith, esta primeira companheira de Adão, foi banida da versão Bíblica da Igreja. Mas indo às Escrituras hebraicas poderemos encontrá-la como uma mulher feita de pó negro e excrementos, portanto, condenada a ser inferior ao homem. No fundo, Lilith já fora criada como um demônio, tendo gerado, juntamente com Adão, outros seres iguais a ela, que se vingam contra a humanidade . Essa natureza satânica é, por assim dizer, uma advertência do que a cultura rabínica e patriarcal nos faz com relação àquela que perturbou a noite toda o sono de Adão: Lilith, feita de sangue (menstruação) e saliva (desejo), é expressão de fatalidade. Neste ponto, Lilith é mais fiel ao protótipo da mulher do que a submissa Eva, embora ambas tenham sido veículo do pecado. Só que a recusa ao desejo, ao sonho erótico que subtraiu a porção divina de Adão chega, com Lilith, a extremos surpreendentes após a separação deste casal.
O alfabeto Bem Sirá (século VI ou VII) conta que Lilith, inconformada com a situação de desigualdade vivida com Adão, questiona: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que ser dominada por você? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual." E Adão, ciente da supremacia do homem, nega-se a mudar a ordem. Lilith revolta-se, pronuncia o nome mágico de Deus, acusa Adão e vai embora. Voa para as margens do Mar Vermelho, onde passa a viver em promiscuidade com os diabos, gerando cem demônios por dia, os chamados Lillim. E lá ela se transforma e assume seu tenebroso destino, seduzindo homens em seu sonho, espalhando a morte, pois foi declarada guerra ao Pai.
Encarnando o feminino negativo, Lilith transfigura-se, posteriormente, em inúmeras deusas lunares (Ihstar, Astarte, Isis, Cibele, Hécate), arquétipos das forças incontroláveis do submundo – a Lua Negra. Até ser personificada pela bruxa, na Idade Média, contra a qual o homem moveu uma das mais sangrentas perseguições de toda a sua história.
Mas existem muitas outras histórias sobre Lilith. Dizem que ela significa a outra ou o outro num triângulo amoroso. Para os assírios, era considerada um demônio. Alguns estudiosos dizem que ela era a mulher de Samuel, da qual surgiram as imagens de Adão e Eva. No Zohar também é assimilada como a rainha dos demônios que incitava os homens. Na Kabala, pode corresponder ao 10º sefiroh, Malkuth, que reina no submundo e na escuridão, incapaz de contatar com Deus, sempre sujeita a tentações e frustrações.

O que ela mostra em um mapa?


Todos nós temos Lilith no mapa e ela parece estar ligada a 'frustração'. A casa ou signo onde ela se encontra corresponde a área de experiência (casa) ou qualidade arquetípica ( signo) em relação a qual o indivíduo vive com um sentimento inexplicável e constante de expectativa e insatisfação, mesmo que a experiência simbolizada por aquela casa ou signo esteja sendo realizada satisfatoriamente.
Mas nada é definitivo, e nunca é tarde para aprender. A falta de harmonia que Lilith traz também tem um propósito: o desapego e a impessoalidade. É onde você pode usar a sua força mágica de maneira impessoal, tornando-se criativo, descobrindo seus próprios recursos e talentos, ao invés de outros substitutos para isto.
A casa onde Lilith se encontra deve ser aquela em que a pessoa precisa aprender a se desapegar, a ser impessoal, porque em uma outra existência ela deu muita importância àquilo, viveu aquele assunto com grande excesso.
Abaixo, os significados de Lilith por signo e/ou casa. As descrições enfocarão o lado compulsivo de Lilith, a Lua Negra, que cabe a cada pessoa transformar ou controlar.


SIGNO/CASA


ÁRIES


CASA UM: Busca por atenção sobre si. Sente-se desconfortável com o próprio físico. É difícil o contato físico. Gosta, mas esconde que gosta. Tem muito medo de não realizar o que já tenha começado. Tem solidão interior. Suas aventuras são desastrosas. É uma pessoa muito frustrada, tem uma infelicidade que não sabe de onde vem e, para disfarçar, defende-se com uma agressividade doentia. É uma pessoa insatisfeita, e que só procura pelos defeitos de tudo e todos. Pode cometer excessos em trabalho, sexo e prazeres. É incapaz de dar valor ao que consegue. É indiscreto. Tem descontrole passional. Em geral, tem muitos problemas afetivos.


TOURO


CASA DOIS: Tem uma necessidade compulsiva de possuir e acumular. É avarento, e faz qualquer coisa para adquirir valores e bens. Sofre muitos obstáculos para conseguir seus objetivos. Gosta de vida fácil. A preocupação excessiva com os bens pode prejudicar a saúde. É uma pessoa invejosa. Tem tendência a perder tudo o que conseguiu acumular por ganância (em uma má aplicação, por exemplo, ou em um jogo). Dificilmente tem o que quer, e, se tem, não consegue manter. Perde. Interessa-se pelo proibido. Pode ficar pessimista com tudo.


GÊMEOS


CASA TRÊS: É fascinado com qualquer tipo de meios de comunicação. E faz manobras espertas para seduzir. Diz o que os outros querem ouvir. Persuasão. Comunica incessantemente, e é hábil em alternativas. É acusado de superficial e, muitas vezes, não é levado à sério. Tem excesso de orgulho mental. Não se sente pertencendo a alguém. Passa por nervosismo interior.


CÂNCER


CASA QUATRO: É absorvente. Vulnerável a vida privada e área doméstica, as quais sempre trazem dificuldades e frustrações com a família. Sujeito a ser colocado de lado. É preocupado com fantasmas, mediunidade, etc. Vive preso ao passado. Mulheres podem ter problemas menstruais, materiais, com a gestação e órgãos geradores. Pessoa não doméstica, ou com dificuldade em expressar seus sentimentos.


LEÃO


CASA CINCO: O ego é seu inimigo. Exagera e fere-se se não é reconhecido. Faz trapaças para aparecer, dizer que foi ele quem fez. Luxúria. Ostentação, mostra o que não tem e fala o que não é. Come e bebe demais, excedendo-se para satisfazer seus desejos. Gasta muito dinheiro com os outros para aparecer. Tem problemas com os filhos, especulações, romances ou diversões. Normalmente passa por uma grande decepção com o primeiro amor, e na área sexual é impaciente, quer porque quer. Medo de engravidar irracional. Sofre restrições nos prazeres em geral. Orgulho ferido.


VIRGEM


CASA SEIS: Tempo e trabalho perdidos. Preocupação com o que 'deveria' fazer. Pressões diárias e dos deveres impedem interesses pessoais. Se perde em milhões de detalhes inúteis. É desleixado nas suas obrigações. Problemas de saúde, doenças de difícil diagnóstico. Sujeito a doenças sexuais. Faz trapaças no trabalho. Pode trabalhar com coisas desonestas ou política. Tem tendência a cometer furtos profissionalmente.


LIBRA


CASA SETE: Sofre porque busca ser querido e amado, mas não consegue. Faz de conta que está tudo bem e não pede ajuda (característica dos signos cardeais). Evita competições, pois tem medo de falhar. Sente-se desconfortável com os outros e acaba afastando-os. Preguiça e comodismo fazem com que arrastem situações de sofrimento e frustração. Não consegue paz e harmonia. Problemas nos relacionamentos, pois gosta do que é proibido. Sofre por sua beleza ou pela falta dela.


ESCORPIÃO


CASA OITO: Ressentimentos e feridas emocionais. Tem dificuldade de transformar situações. Estagnado. Passa por privações. Tem fascinação por coisas mórbidas, formas negativas ou estados de pós-morte. Ódio e ciúmes que corroem por dentro. É obsessivo. Passa por sofrimentos por causa de envolvimentos financeiros com outras pessoas. Tem problemas com inventários, impostos, seguros e pensões. Tem complicações e desejos sexuais que faz de tudo para esconder, ou pode mostrá-los em excesso. Sujeitos a assaltos, bem como a ser molestado sexualmente. Pode ser alvo de magias negras.


SAGITÁRIO


CASA NOVE: Falta de percepção. Comete erros de julgamento. Impede a expansão, como se nada desse certo. Tem dificuldade em assuntos legais, culturais, éticos ou religiosos. Fazem mau uso de sua generosidade. É negligente. Maus reflexos e dado a negligências.


CAPRICÓRNIO


CASA DEZ: Ambição compulsiva frustrada. Faz qualquer coisa para conseguir poder. Trabalha por trás das cenas para tirar proveito. Muito medo de perder posição social. Passa por interferências e interrupções na vida profissional. É escravo de hábitos e trabalhos, mas tira vantagens dos erros que comete. Tem problemas com figuras de autoridade, pessoas mais velhas, figura paterna. Pode sofrer acusações injustas e antipatia.




AQUÁRIO


CASA ONZE: É atraído por assuntos cósmicos e sofre por eles, não consegue entrar em sintonia com a força cósmica. É vítima de magias. Tem problemas com grupos, amizades. Atrai-se por pessoas que lhe fazem sofrer. Faz más escolhas. Recebe pouca recompensa nos seus interesses humanitários. Dificuldade para realizar seus objetivos. É excêntrico. Má coordenação, espasmos. Tornozelo frágil.


PEIXES


CASA DOZE: Desgasta-se com situações e pessoas negativas. Tem confusão emocional, passa por arrependimentos. É magoado e enganado pelos outros. Períodos de isolamento, confinamento e frustrações. Envolve-se com coisas ilegais, imorais. Tem problemas psíquicos, atrai o pior. Faz mau uso dos dons espirituais. Precisa ter muito cuidado nas escolhas de com o quê e com quem se envolve. Sujeito a escapismos, vícios, traições.

http://www.vanessatuleski.com.br/mitologia/lilith.htm


LILITH, A DEUSA ESCURA

Deusas, lendas, arquétipos, psicologia, psique – sempre achei todas essas coisas fascinantes e extremamente importantes na vida humana, e especialmente na vida das mulheres.
No panteão grego, eu “sou” duas deusas: Hécate e Héstia. Hécate é uma das deusas escuras, e Héstia é a deusa do lar, do fogo da lareira. Você pode saber mais sobre elas, seguindo os links.
Hoje eu quero falar da minha deusa principal: Lilith.


A Lenda Esquecida: A história que eu conheço é bem diferente das histórias cristãs e judaicas que demonizaram Lilith (as quais são as que a maioria das pessoas conhecem). Essa história me foi legada como uma herança.
Ela é contada de várias formas, mas o ponto principal é que essa história diz que quando Deus criou Adão, também criou uma mulher, feita da Terra, da mesma forma que ele. Essa mulher era Lilith.
Lilith é referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão (…) No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa, chegando depois a ser descrita como um demônio.
De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusando-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. (…)
Assim dizia Lilith: “Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.“
Adão se recusou a aceitar essa igualdade, insistindo em que Lilith deveria se deitar debaixo dele e argumentando que ele era superior a ela. Lilith não quis se submeter, visto que ambos haviam sido criados da mesma forma, e abandonou o Éden.
Adão foi se queixar ao Todo Poderoso, dizendo: “Soberano do Universo! A mulher que o Senhor me deu foi embora, fugiu.” Deus então mandou três anjos no encalço dela, dizendo a Adão: “Se ela concordar em voltar, o que foi feito é bom. Se não, ela deverá permitir que uma centena de seus filhos morram a cada dia.”


Condenada e Demonizada: A partir daí, Lilith foi demonizada, pois ela se recusou em voltar.
O fato de que uma mulher que se recusou a ser submissa ao marido tenha sido transformada em demônio nos mitos não surpreende, mas não deixa de ser curioso o fato de que existem vestígios da história dela na Bíblia, os quais teriam sido expurgados quase por completo.

O Resgate: Com o ressurgimento das religiões pagãs, Lilith foi resgatada da categoria de demônio, embora esse resgate tenha ficado circunscrito à determinadas tradições, como a Bruxaria e a Wicca.
Nessas tradições, Lilith não é um demônio mas uma poderosa deusa primordial, que representa o poder da mulher. Poder não sobre o outro ou sobre as coisas, mas sobre si mesma – o poder de ser ela mesma, de saber fazer com que seu espaço e seu lugar sejam respeitados, de se expressar e viver como seja mais apropriado para ela, sem se submeter à condições abusivas ou mandatos culturais.

O poder de ser livre.
Lilith (1892) em gravura de John Collier.

Um PoemaEu danço a minha vida para mim mesma


No livro “O Oráculo da Deusa”, há um belo poema sobre Lilith, que expressa bem suas características:

Sou inteira
Sou completa
Digo o que penso
E penso o que digo

Eu danço a escuridão e a luz
O consciente e o inconsciente
O sadio e o insano

E falo por mim mesma
Autênticamente
Com total convicção
Sem me importar com as aparências

Todas as partes de mim
Fluem para o todo
Todos os meus aspectos divergentes tornam-se um

Eu ouço
O que é preciso ouvir
Nunca peço desculpas
Sinto os meus sentimentos

Eu nunca me escondo
Vivo a minha sexualidade
Para agradar a mim mesma
E agradar aos outros

Expresso-a como deve ser expressa
Do âmago do meu ser
Da totalidade da minha dança

Eu sou fêmea
Sou sexual
Sou o poder
E era muito temida.
(Autora: Amy Sophia Marashinsky)

Lilith e Eu


Este texto todo é uma carta de amor à Lilith que habita em mim – ou será que sou que habito nela?
Eu a vejo não como uma coisa separada de mim. Não a vejo como um aspecto meu; mais que nada, eu sou um aspecto dela. Digamos que eu sou uma expressão dela, sou uma das faces dela no mundo físico.
Não que eu creia que Lilith (ou qualquer das outras deusas) é um ser como o Deus católico, um ser personificado, individual e com consciência própria. As deusas, neste caso, são arquétipos e forças primordiais: “energias”, por assim dizer, que se expressam através dos seres humanos.
Uma metáfora para explicar melhor meu pensamento, seria comparar essa energia com a energia elétrica: nós somos os fios, tomadas e aparelhos que a conduzem e funcionam através dela.
A energia de Lilith me guia e me protege. Ela permite que eu saiba me defender, e defender meu espaço; que eu tenha força para vencer as batalhas necessária, e intuição para perceber quando estou em perigo.
Lilith é quem faz com que eu saiba meu exato valor – nem mais, nem menos. Ela também me mostra o valor real e exato das outras pessoas, vendo além das aparências e do status social.
Ela me mostrou que os lugares escuros do meu mundo interior nem sempre estão ligados ao mal, e me ensinou a caminhar por esses lugares escuros. Me ensinou a aceitar todos os aspectos e todas as partes de mim mesma, sem relegar nenhuma dessas partes ao esquecimento.
Me ensinou a olhar para os demônios que guardo em mim, e a não temê-los; mas nomeá-los, reconhecê-los, e lidar com eles diretamente.
Ela é quem permite que eu diga não, que eu vire as costas e vá embora, quando me vejo em uma situação abusiva ou que não é apropriada para mim; assim como ela fez, abandonando o Éden.
Eu poderia falar e falar, listando todas as coisas que se expressam em mim através de Lilith; ela permeia todos os aspectos do meu ser, principalmente aqueles através dos quais eu atuo no mundo exterior.
Lilith me confere força, poder, intuição e sabedoria. Ela sabe o que é certo e o que não, o que é apropriado e o que não.
Para finalizar, proponho: recupere sua Lilith. Mesmo que ela não seja sua deusa principal, os benefícios de tê-la presente em sua vida são extraordinários.

Fonte: http://deusario.com/serie-deusas-lilith-a-deusa-escura/

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