quarta-feira, julho 27, 2011

Relacione-se 2


De quando em vez a liberdade assusta.
Alguém por aí quer ser livre, ou acha que já é?
Você busca a liberdade? Difícil essa questão né!
Implica em desenvolvimento de consciência, em noção de igualdade, em percepção de diferenças.
Necessita de cuidado emocional, capacidade desoltura, coragem para sentir solidão, vazio.
Esses tempos falando com um amigo ele me disse:
Trabalho para ser livre, para ter minhas coisas, para não depender de ninguém. Perguntei:
Só pra isso? E ele colocou: E para contribuir com o todo, fazer a minha parte dentro da sociedade.
Achei legal essa história de contribuir e atélembrei da música do Raulzito....eu devia estar contente por ter conseguido um emprego e ser o dito cidadão respeitado que ganha 4 mil cruzeiros por mes, mas confesso abestalhado que eu estou decépciónado....fiquei pensando no assunto.
Daí que veio a necessidade de compreender melhor essa liberdade. Pensei, será que sou livre? Pensei nessa questão da dependência, de como dependemos uns dos outros, ao mesmo tempo que não queremos isso, incrível esse atagonismo, essa oposição de necessidades.Talvez a gente confunda autonomia com liberdade, aprendemos pela catequese paterna e social que não devemos incomodar ninguém e que depender é incomodar.
Os "outros" não tem obrigação nenhuma com a nossa condição, com o que fizemos da nossa Vida.
Que coisa isso hein!?
Daí nos arrebentamos para não dar trabalho para ninguém e acabamos achando que tem que ser assim mesmo, afinal sempre foi assim.
E passamos a agir assim também, não queremos dependentes, nos afastamos de algo que possa ser pegajoso, que nos tire a tão almejada liberdade pessoal ou autonomia. Nossa, que autonomia curta, que liberdade efêmera!
Já está na hora!! Vamos embora!! "Eles" querem descansar, não podemos ficar incomodando.
Como dizia minha oma alemã Hálo Schnell!!
Essa solidão do não contato, da hora marcada para parar é a mais ruinzinha, estamos com as pessoas mas não estamos ao mesmo tempo.
Há um sentimento velado de inadequação constante que mina a nossa energia vital e os nossos relacionamentos. Passamos a viver numa superficie límbica, um limbo relacional.
Tudo muito certinho, conveniente.... pero no mucho satisfatório!
É, talvez isso seja autonomia, conduzir a vida pela própria cabeça, poder ir e vir de acordo com nossa necessidade, comprar o que se precisa ou quer, pegar, largar, levantar quando queremos, dormir na hora em que determinamos,ter isso, ter aquilo. Uma autonomia e tanto!
Liberdade pode ter outra conotação, vai um pouco mais além. Pode ter a ver com "liberdade de si mesmo",
em como podemos ser livres, até mesmo desse autônomo.Investigando quem é ele!
Quem sabe a liberdade implique em largar a autonomia?
Em entrar em contato com nossos estados anímicos lunares e quem sabe fortalecê-los, no sentido de
suportarmos a própria liberdade. Sim, porque no momento em que buscamos seriamente a liberdade
vamos encarar a solidão. Fico imaginando como seria liberdade sem encarar a dor?? Não que liberdade tenha que ter dor e sofrimento, nada disso. Mas a dor me parece inerente ao processo, tem a ver com desapego, com soltar, largar, deixar ir....e esse exercício é duro cumpadre! Que liberdad quieres?
É uma espécie de exercíco de perceber a inacescibilidade. De não se conseguir atingir o outro ou de se ver assim, inacescível ao outro. Isso dói absurdamente, como um sentimento de impotência, não alcançamos algo e isso nos leva'muito além da frustração pessoal....nos deixa sozinhos!
É, mas, talvez seja a partir desse ponto que podemos iniciar algo. Algo que permita uma outra aproximação,
quem sabe mais livre e mais arejada, talvez até mais lúcida....
Seja livre....aproxime-se!
Boa caminhada!


Du


Fonte: http://astrovive.blogspot.com/2011/07/relacione-se-2.html

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