terça-feira, janeiro 03, 2012

Liberdade


Liberdade é ficar sozinho



Liberdade é ficar sozinho, desapegado e sem medo, livre na compreensão do desejo que cria ilusão. Há uma força imensa em estar sozinho. É o cérebro condicionado, programado que nunca está sozinho, pois está cheio de conhecimento. Aquilo que é programado, religiosamente ou tecnologicamente, é sempre limitado. Esta limitação é o maior fator de conflito. A beleza é perigosa para um homem de desejo.

(J. Krishnamurti Krishnamurti Foundation Trust Bulletin 57, 1989)




Liberdade do conhecido



Agora, liberdade de tudo isso, é liberdade do conhecido; é o estado de uma mente que diz, "Eu não sei", e que não está buscando uma resposta. Tal mente não está buscando, não está esperando, e só neste estado você pode dizer, “Eu compreendo”. É o único estado em que a mente está livre, e desse estado você pode olhar as coisas que são conhecidas – mas não o contrário. Do conhecido você não pode possivelmente ver o desconhecido; mas uma vez que tenha compreendido o estado de uma mente que é livre – que é a mente que diz, “Eu não sei” e permanece não sabendo, e é por isso inocente – a partir desse estado você pode funcionar, pode ser um cidadão, pode ser casado ou o que quiser. Então o que você faz tem relevância, significação na vida. Mas nós permanecemos no campo do conhecido, com todos os seus conflitos, lutas, disputas, agonias, e desse campo tentamos descobrir aquilo que é desconhecido; portanto não estamos realmente buscando liberdade. O que queremos é continuidade, a extensão da mesma coisa antiga: o conhecido.


(J. Krishnamurti The Collected Works Vol. XIV Saanen 3rd Public Talk 11th July 1963)







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